quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Curtinhas do Dália Net





TOP 10 


O Top 10 que o  Prefeito Lero conseguiu na lista dos municípios mais transparentes , gerou um grande silêncio por parte de alguns que sempre se sentem bem em espalhar notícias negativas. A colocação do prefeito Lero mostra que ele está construindo uma nova história em Taquaritinga, e até agora os opositores não se pronunciaram sobre o assunto.


De Cabeça Erguida



Apesar da grande crise que os municípios brasileiros enfrentam pela queda de recursos, e a falta e atrasos de repasses por parte do Governo Federal, o Prefeito de Taquaritinga do Norte Lero vem administrando a cidade bem, e está conseguindo realizar obras e ações que estão melhorando a vida da população. O Prefeito tem se reunido com seus secretários e mostrado as dificuldades e tem pedido a todos comprometimento e união para o enfrentamento da crise.


Muita Polêmica por uma foto ...




O vereador Geovane pediu a sua assessoria para fazer uma mensagem de natal com uma foto com a imagem de alguns vereadores e do Prefeito Lero, assim que a imagem foi postada um verdadeiro bombardeio nas redes sociais , ai fica a pergunta o Vereador Geovane não tem o Direito de postar uma foto com quem ele quizer ? Ou nem em uma foto o vereador pode ter o direito de escolha? . É muito mimimi por conta de uma foto.



Significado de Coitadismo


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Autopiedade; vocação para ser vítima; modo de ver a vida que demonstra complacência e/ou piedade em relação aos seus próprios problemas, decepções, desgostos etc.: o coitadismo o impediu de ter uma vida feliz. Essa definição se encaixa bem em alguns atores da vida pública que em tudo que acontece querem ser ou se passar por vítimas.


Fofoqueiros

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Mulher fofoqueira já não é uma coisa bonita e homem fofoqueiro é uma tristeza, o fofoqueiro vira sempre motivo de piada, seja pelas fofocas infundadas ou pelas suas mentiras, andam sempre querendo da uma de bonzinho para se crescer na desgraça dos outros.



Quem fica em cima do muro .....

Leva pedrada de todo lado, na vida e profissional e em todas as áreas o ser humano precisa ter posição, e quem quer agradar a todos sempre acaba não agradando ninguém. 



“Esportes em Taquaritinga do Norte” começa em grande estilo.



O maior evento voltado para o público estudantil já realizado no Pólo das Confecções do Agreste teve início nesta terça-feira (12) e atraiu mais de 400 alunos das Escolas Francisca Moura(Caic), Pedro de Lira Borges (Vila do Socorro) e Padre José de Anchieta (Mateus Vieira) que lotaram as oficinas de futebol, voleibol, basquete, atletismo, arte educação e a concorrida oficina de esportes radicais, onde a grande atração é a tirolesa, que proporciona um misto de adrenalina e alegria para os alunos que com muita segurança desafiam as alturas.
O vice prefeito Gena Lins fez a abertura oficial do evento e os vereadores Demir, Geovane, Rogéria de Zeca, João Eugênio e Oscar Miguel também marcaram presença, juntamente com o Secretário Zeca Coelho e com os diretores Roberto Moutinho (Fundata) e Alexandre (transportes). 



O evento continua até o próximo domingo (17) e além das oficinas, os alunos recebem um kit contendo camiseta, bolsa, boné, garrafa de água e também lanche e para permitir atingir todas as localidades do município, vários ônibus fazem o translado das escolas até o campo do Silva. Uma equipe formada por mais de 30 profissionais composta por professores, estagiários, coordenadores, técnicos, paramédicos, socorristas e equipe de apoio garantem o sucesso das atividades deste grandioso evento que conta até com uma UTI móvel.  
“O evento Esportes em Taquaritinga do Norte já é sucesso total e coroa com êxito os investimentos feitos pelo governo Lero nos esportes em nosso município”, comemorou o Diretor de Esportes Wandinho de Gravatá, opinião compartilhada pelo Secretário de Educação e Cultura Marcos Augusto que, juntamente com o Gerente de Convênios Elisberto Costa, estão a frente desta primeira edição do evento. O evento é uma realização do Governo Federal através do Ministério do Esporte e da Prefeitura Municipal de Taquaritinga do Norte.









Jogos Interclasse na Escola Municipal Gilzenete Guerra



A Escola Municipal Gilzenete Guerra do Distrito de Pão de Açúcar uma das mais tradicionais do Município, realizou esta semana os Jogos Interclasse que contou com o apoio da direção da escola e dos professores Mauro Oscar, Andréia Dunda e demais profissionais da escola. Para a Diretora Carmem Edvirgens, essas atividades tem como objetivo avaliar o grau de conhecimento dos alunos com relação às modalidades desenvolvidas bem como a promoção da interação social entre os alunos da escola. Os jogos também colaboram para a quebra de rotina no ambiente escolar, incentivando os alunos a manterem no dia a dia a prática de atividades saudáveis.



 Em quadra eles puderam colocar em prática muito daquilo que aprenderam nas aulas de educação física. A disciplina é de extrema importância na formação e no desenvolvimento das capacidades e habilidades motoras dos alunos.  Foi com esse pensamento que a escola mantém a realização dos jogos interclasse como, com o intuito de promover a interação social entre os alunos e para que os mesmos possam colocar em prática os conhecimentos sobre as modalidades desportivas desenvolvidas nos jogos.












terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Diretoria de Cultura de Taquaritinga traz o espetáculo de dança: Terreiro Envergado



Depois de passar por Fortaleza, Natal e Maceió o espetáculo de dança Terreiro Envergado chega a Taquaritinga do Norte neste dia 23 para abrilhantar as comemorações natalinas.
Trazidos pela Diretoria de Cultura, em mais uma ação e apresentação inéditas como já é de hábito de nossa diretoria. Nós temos o firme pensamento de ampliar o repertório cultural de nossa gente, e só conseguiremos isso trazendo coisas novas, novas opções, novas atrações. PRA QUE OFERECER SEMPRE MAIS DO MESMO, é isso que pensamos.

Léo Lima 


Espetáculo de rua Terreiro Envergado será encenado em Fortaleza (Foto: Thercles Silva)

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Prefeitos relatam dificuldades para fechar as conta

José Patriota (PSB) é prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Amupe
José Patriota (PSB) é prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da AmupeFoto: Peu Souza/FolhaPE
"Todo o fim de mês é um Deus nos acuda para fechar as contas". O desabafo do prefeito de Ouricuri, Ricardo Ramos (PSDB), no Sertão do Araripe, revela a situação de desespero dos gestores para lidar com os efeitos do aprofundamento da crise econômica. Uma dor de cabeça que se aprofunda com a proximidade do fim do ano, quando batem na porta a responsabilidade de fechar as contas e pagar o décimo terceiro salário dos servidores. Uma obrigação que leva prefeitos do interior do Estado a tomar medidas drásticas e promover demissões em massa nas máquinas municipais.

O anúncio com dos cortes nas gestões municipais será feito pela Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) na próxima terça-feira. Segundo o presidente da entidade, José Patriota, o número de gestões que tiveram que aderir ao contingenciamento radical chega a casa das dezenas.

Os casos mais drásticos se concentram nas prefeituras do interior, em especial, do Sertão e Agreste. Em Afrânio, no Sertão do São Francisco, o prefeito Rafael Cavalcanti (PMDB) tomou uma decisão radical e cortou todos os comissionados da gestão. Ao todo, foram 200 demissões. As secretárias municipais serão diretamente afetadas. Ficarão apenas as secretarias ordenadoras de despesas das áreas de Obras, Educação e Saúde. "Estamos cortando da energia ao cafezinho. Já estávamos cortando os comissionados desde o início do ano, mas não teve jeito", desabafou. Nos municípios vizinhos de Santa Maria da Boa Vista e Orocó os cortes também alcançaram centenas de servidores comissionados e temporários.

Leia também:
Crise dos municípios provoca demissões em massa

Em Cabrobó, o prefeito Marcílio Cavalcanti (PMDB) terá que fazer novos cortes na gestão. No início do seu governo, foram 200 cargos de comissionados e temporários fechados. Desta vez, serão mais 100 servidores. Gratificações e bonificações foram eliminadas. O administrador espera, com a medida, economizar R$ 30 mil na folha de pagamento. Atualmente, a máquina municipal está acima do limite de gasto de pessoal e compromete 58% da sua receita. O teto legal é 54%. O peemedebista não descarta o corte de efetivos.

"Vamos fazer ajustes e cobrar mais dos funcionários para não ter descontinuidade dos serviços. Também pretendemos aumentar a arrecadação para incrementar a receita", afirmou. A dificuldade é ainda maior para prefeituras que dependem do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo Ricardo Ramos, somente a prefeitura de Ouricuri teve uma queda de R$ 700 mil nos repasses.

Visando amenizar os efeitos, os gestores se reuniram nesta semana com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para pleitear o aumento de 1% no FPM. O pleito, contudo, não foi atendido. Segundo os gestores, o valor da parcela do programa permaneceu estável, mesmo com o aumento da inflação. "Fomos para Brasília cheios de esperanças e voltamos ainda mais desiludidos", lamentou Ricardo Ramos.

Mensagem de Final de Ano do Vereador Demir


Supremo aceita denúncia e torna o senador Agripino Maia réu por corrupção


O senador e presidente do DEM, José Agripino Maia (RN) (Foto: Canindé Soares)O senador e presidente do DEM, José Agripino Maia (RN) (Foto: Canindé Soares)
O senador e presidente do DEM, José Agripino Maia (RN) (Foto: Canindé Soares)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira (12) denúnciacontra o senador Agripino Maia (RN), presidente nacional do partido Democratas. Acusado de corrupção e lavagem de dinheiro pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ele agora responderá como réu a um processo penal, ao final do qual poderá ser considerado culpado ou inocente.
Segundo a PGR, Agripino teria recebido mais de R$ 654 mil em sua conta pessoal, entre 2012 e 2014, da construtora OAS. A pedido do senador, a empreiteira também teria doado R$ 250 mil ao DEM em troca de favores de Agripino.
A acusação diz que ele teria ajudado a OAS a destravar repasses do BNDES para construir a Arena das Dunas, estádio-sede da Copa do Mundo em Natal.
A ajuda teria ocorrido na suposta interferência para que o Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte deixasse de informar ao BNDES eventuais irregularidades no projeto executivo da obra. Essa era uma condição para o repasse do empréstimo.
Mais tarde, em 2016, o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou sobrepreço de R$ 77 milhões na construção do estádio.
Relator do caso, o ministro Luís Roberto Barroso votou pelo recebimento da denúncia por considerar “plausíveis” os indícios contra o senador. O ministro destacou que a abertura do processo não significa que Agripino é culpado no caso.

Argumentos da defesa

A defesa negou a existência de provas de corrupção contra Agripino. Na tribuna, o advogado Aristides Junqueira disse que a PGR não comprovou a origem do dinheiro, que teria sido repassado a mando de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, nem o destino dos valores.
“Essa denúncia açodada e imprudente foi oferecida às pressas ao final do mandato [do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot] sem olhar as provas”, disse o advogado, chamando as acusações de “ilações imaginárias”.
Primo do senador, o advogado João Agripino Maia também subiu à tribuna para lembrar que, em toda a sua carreira política – de prefeito, governador e senador –, Agripino Maia nunca sofreu acusação.
“O recebimento dessa denúncia sem provas vai deixar nessa vida pública de 40 anos marcas indeléveis e de difícil reparação”, afirmou.

Votos dos ministros

O relator Barroso afirmou que a denúncia traz indícios relevantes de "atuação indevida".
"Me convenci de que não estamos diante de denúncia frágil. Há um conjunto bem relevante de elementos que sugerem uma atuação indevida, um ato omissivo grave que levou a um superfaturamento de R$ 77 milhões e um inequívoco recebimento de dinheiros não justificados depositados fragmentadamente na conta do parlamentar, além da suspeita, que depende de comprovação, que as doações, ainda que feitas de maneira formalmente lícita, eram na verdade pagamento de vantagem indevida”, afirmou o ministro.
Segundo a votar, Alexandre de Moraes notou que a denúncia não atingiu o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que teria efetivamente destravado as verbas do BNDES para a OAS. Para Moraes, o favor prestado por Agripino seria ter marcado uma reunião entre a empresa e o conselheiro, mas o ministro não viu ligação entre o episódio e o recebimento de valores em sua conta.
“Quem desentravou foi o conselheiro, e o que diz a PGR? Não só foi denunciado, como arrolado como testemunha, e no depoimento disse que não houve nada de ilícito na reunião com o senador”, disse Moraes.
Os demais ministros consideraram, no entanto, que havia elementos suficientes para abrir a ação penal, ao longo da qual as dúvidas serão sanadas.

Íntegra

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo senador nesta terça:
Mesmo ciente de que a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal tenha tão somente proclamado a necessidade de prosseguimento das investigações, causou-me profunda estranheza o fato de não ter sido considerado o farto conjunto de provas que atestam a minha completa inocência.Como afirmado por todos os Ministros da 1ª Turma, o prosseguimento das investigações não significa julgamento condenatório. E é justamente a inabalável certeza da minha inocência que me obriga a pedir à Corte o máximo de urgência no julgamento final da causa.
Senador José Agripino (RN)
Presidente nacional do Democratas

Câmaras Municipais pesam na conta dos prefeitos de Pernambuco


Diário de Pernambuco

Aline Moura

Em qualquer congresso de prefeitos, o discurso é quase sempre o mesmo: crise, falta de dinheiro. Os gestores reivindicam, principalmente, o aumento de repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), alegando que a maioria dos governos são financiados por recursos federais e estaduais, não têm fonte de receita capaz de bancá-los, como indústria ou oferta de serviços, como turismo. O que muitas pessoas não sabem é que o crescimento do FPM (uma transferência constitucional da União) também favorece a determinadas Câmara de Vereadores, como tem acontecido com 14 cidades pernambucanas, a maioria do Sertão, onde os gastos per capita para manter o Poder Legislativo são maiores que a média nacional (R$ 104,43%).
O Poder Legislativo de municípios com até 20 mil habitantes tem pesado no caixa dos governos, mas os prefeitos não falam explicitamente sobre o assunto para não contrariar os vereadores, que são potenciais aliados. Segundo levantamento da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), a média nacional de despesa por habitante com as câmaras, nesses pequenos municípios, é de R$ 104,43 por ano. Em tese, isso significa que um cidadão ou cidadã que recebe um salário-mínimo de R$ 973 paga o valor mencionado para que a Câmara de Vereadores funcione. É um imposto invisível, quase secreto.
No município de Itacuruba, o segundo menor de Pernambuco, acima apenas de Ingazeira, uma pessoa gasta R$ 270,06 com o Legislativo anualmente, mais que o dobro da média nacional. Além de Itacuruba, em outros 13 municípios do estado, como Ingazeira, Camutanga, Calumbi, Itapissuma, Solidão, Paranatama, Quixaba, Granito, Floresta, Terezinha, Itamaracá, Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho), a despesa com o Legislativo por pessoa extrapola os índices nacionais.
A distorção tem uma origem a partir da Emenda Constitucional número 25/2000, que acrescentou o artigo 29-A na Constituição Federal e o texto foi alterado posteriormente pela EC número 58/2009. Na prática, 7% da receita de cada cidade com até 100 mil habitantes vai obrigatoriamente para o Legislativo municipal. São contas salgadas: a prefeitura enquadrada neste critério é obrigada a investir 7% da receita numa única câmara de vereadores, quase a metade do que é usado na saúde municipal (15%). E os municípios de menor população são os que mais gastam. No ano passado, quando o FPM teve um leve aumento de cerca de 7% por conta dos recursos da repatriação, esse repasse também chegou às câmaras, que muitas vezes funcionam apenas um dia por semana para votações de projetos.

A situação é tão delicada que a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CABC), com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas, defende a mudança da legislação, mas ainda não encontra voz nos parlamentares. O estudo propõe que o Legislativo deveria receber um percentual da receita própria da prefeitura – sem contar com as transferências constitucionais recebidas dos estados e da União. Com isso, o Executivo teria mais recursos para investir em outras áreas carentes, mas o tema é tabu para os vereadores.
O estudo do CABC tomou como base 3.762 municípios do Brasil que prestaram informações ao Tesouro Nacional. O levantamento mostrou que 19% desse total gastaram mais a título de despesas legislativas em 2016 do que conseguiram gerar com suas receitas próprias. Caso a proposta venha a ser implementada, a CACB calcula uma economia de R$ 11,34 bilhões para o total dos municípios.

Continua…

Quase metade da população de Itacuruba recebe meio salário-mínimo, segundo o IBGE, e a cidade enfrenta muitas dificuldades com problemas de saúde. Muitas pessoas na cidade sofrem de depressão por conta de problemas econômicos e pelo fato de a cidade ter mudado de lugar.

 

Quase metade da população de Itacuruba recebe meio salário-mínimo, segundo o IBGE, e a cidade enfrenta muitas dificuldades com problemas de saúde. Muitas pessoas na cidade sofrem de depressão por conta de problemas econômicos e pelo fato de a cidade ter mudado de lugar.

Em Itacuruba, despesa per capita com Legislativo é de R$ 315,18
O município de Itacuruba, cerca de quatro quilômetros do São Francisco, é conhecido como “Jardim do Sertão”. A temperatura pode chegar a 40 graus em alguns dias do ano e a cidade já teve dez vezes mais suicídios que a média nacional, em 2014, cuja taxa era de 6 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes. A média salarial é 1,8 salários-mínimos – não chega a ser um dos mais pobres do estado -, mas 45% da população recebe menos de meio salário mínimo, segundo dados do IBGE. 
Nenhuma dessas dificuldades, no entanto, pesa quando a prefeitura é obrigada, pela Constituição, a enviar 7% de sua receita para a Câmara, sob pena de o prefeito ser punido se não o fizer. Somente em 2016, na gestão passava, o Legislativo de Itacuruba recebeu R$ 1,2 milhões do Executivo. Foi quase a metade do valor empenhando para a saúde naquele mesmo período, de R$ 3,8 milhões, o que mostra a distribuição injusta.  No interior, especialmente, é comum as pessoas procurarem o Sistema Único de Saúde para realizar tratamentos médicos. 
Os moradores de Itacuruba enfrentam sérios problemas de depressão, causados pela mudança do local da cidade, a partir de uma  inundação causada pela instalação de usina hidrelétrica, na década de 1980. Mas os gastos com os  nove vereadores são tão altos quanto os da saúde. A folha de pagamento mensal deles gira em torno de R$ 36 mil por mês e eles têm disponível mais R$ 37 mil para contratar comissionados. 
Segundo o presidente da União de Vereadores de Pernambuco, Josinaldo Barbosa, a luta para reduzir os repasses obrigatórios para as câmaras não está em debate. Ele diz que, se existir, essa discussão deve ser feita pelo Congresso Nacional. Ao ser informado que a FNP estava discutindo o tema, o vereador disparou. “Esses repasses estão na Constituição. Como é que o vereador vai bulir nisso? Os prefeitos falam porque não gosta de vereador”. (A.M)

No Legislativo ipojucano, bancadas de vereadores são de mármore. Só no ano passado, a Câmara gastou R$ 38 milhões. Foto/divulgação

 

No Legislativo ipojucano, bancadas de vereadores são de mármore. Só no ano passado, a Câmara gastou R$ 38 milhões. Foto/divulgação

 

Ipojuca no top 10 de gastos no Nordeste
 A Legislação atual de distribuição de recursos das prefeituras para as Câmaras também provoca uma distorção em períodos de expansão econômica, segundo levantamento da Frente Nacional de Prefeitos. Quando os municípios estão em crescimento, o aumento da receita também é repassado em forma de duodécimo para a Câmara de Vereadores. É por esse motivo que o município de Ipojuca, no litoral Sul, aparece em primeiro lugar no ranking estadual, em gastos com a Câmara. Por lei, a Prefeitura de Ipojuca teve que transferir o equivalente a R$ 38,7 milhões para o Legislativo municpal em 2016. Os dados foram levantados no site Compara Brasil, lançado recentemente.
A quantidade de recursos investido na Câmara de Ipojuca coloca o município entre os 10 que mais gastam com vereadores no Nordeste. A despesa por habitante com o Legislativo ipojucano é de R$ 416,68 por ano. É destoante para uma cidade onde 44% do rendimento nominal per capita é de até meio salário-mínimo e 12 vereadores são privilegiados. Nessa cidade da Região Metropolitana do Recife, as bancadas dos vereadores são de mármore. Mas quase a metade dos domicílios não tem esgotamento sanitário adequado. Para o grau de riqueza do município, é de espantar que ele esteja em 52º (dos 184 do estado) na taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade. 
Embora 70% das Câmaras tenham reduzido os gastos em 2016, Ipojuca aumentou 6,16% em relação ao ano de 2015. Cidades que possuem acima de oito milhões de habitantes, por sua vez, são obrigadas a destinar 3,5% do que arrecadam ao Poder Legislativo, isso incluindo o FPM e também uma fatia do famoso Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Imposto de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, José Ricardo de Souza, não deu retorno à reportagem.

 

Recife  – A capital de Pernambuco está em oitavo lugar no ranking nacional das que gastam com vereadores por habitantes. A despesa per capita com a Câmara do Recife foi de R$ 83,65 no ano passado, mas com uma redução em relação a 2015, quando o valor foi de R$ 88,81. O Legislativo municipal recebe 4,5% da receita do município. No ano passado, esse poder recebeu R$ 135,9 milhões do Executivo, em repasses obrigados por lei.
Segundo pesquisa feita Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, os gastos com as Câmaras ajudam cidades a não bancar serviços essenciais para a população, como saúde, educação e transporte. A entidade ressalta, ainda, que mais de 30% dos municípios pecam na falta de transparência para explicar esses gastos.

 

Repasses são sempre intocáveis

Os gastos com despesas de Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e Congresso Nacional pesam no bolso de todos os eleitores. Mas, quando se fala em cortes, as lideranças políticas não pensam em reduzir seus benefícios. Segundo o professor de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Elton Duarte Batalha, o debate sobre a atual reforma da Previdência mostra o quanto os privilégios dos políticos continuam intocáveis. Da mesma forma que os parlamentares não aceitam discutir uma lei para diminuir o duodécimo, eles não mexem na aposentadoria deles – muitos ganham acima de R$ 33 mil. 
Mestre e doutor em direito do trabalho pela USP, o professor dá um exemplo didático sobre a falta de solidariedade dos políticos. Imagine que uma mulher trabalhe, ganhe acima de R$ 5 mil, e seu companheiro, que também contribui com o INSS, venha a falecer bem antes dela. Quando essa mulher se aposentar, ela não poderá ganhar o teto máximo do INSS, que é R$ 5 mil, e juntar com a pensão do companheiro, porque a aposentadoria e a pensão não poderão ultrapassar dois salários-mínimos. “Em vez em vez de todo mundo contribuir com uma parcela do sacrifício, esse sacrifício não é suportado por quem poderia suportar a maior parte, que são os mais privilegiados do sistema”, declara Elton. (A.M)

Em meio à crise, gastos aumentam em Salgadinho

 

No município de Salgadinho, a 84 quilômetros do Recife, no Agreste pernambucano, o maior drama da população é a falta de água, um sofrimento que já dura mais de dois anos. Com pouco mais de 10 mil habitantes, a cidade era abastecida pela barragem de Jucazinho (interditada) e o prefeito José Soares, conhecido como Zé de Veva (PMDB), se vira em mil para abastecer a população com carros-pipas, furar poços artesianos, incentivar o turismo e manter a saúde em dia. Foram investidos mais de 15% da receita municipal na saúde em 2017, mais do que manda a Constituição Federal. O esforço dele tem sido tão reconhecido que, segundo aliados, sua popularidade passou dos 80% no primeiro ano de mandato. 
O que pouco se fala é que, de toda receita do município (tudo que a prefeitura arrecada e mais as transferências constitucionais, como FPM), 7% vai para a Câmara Municipal de Vereadores. E os vereadores têm que gastar os recursos entre eles, não podem investir. Os gastos per capita com o Legislativo de Salgadinho foi de R$ 99,76 em 2016. O jogo ainda não mudou de lá para cá e o presidente Jeosadaque Bargosa Salgado, conhecido como Joia (PMDB), reelegeu-se para o mesmo cargo . 
Ao contrário de 70% das câmaras do país, a de Salgadinho aumentou os gastos em 19%. Recebeu R$ 1 milhão no ano passado de recursos, contra R$ 885,23 mil de 2015. Já este ano, mesmo diante da crise, os gastos com a câmara dessa charmosa cidade, conhecida pelas águas termais, vai chegar a R$ 1,118 milhão, um acréscimo de R$ 200 mil. 
O vereador Joia responsabiliza o Congresso Nacional pelas distorções do que recebem as câmaras de todo o país e tem facilidade de enxergar os benefícios das outras Câmaras, não a sua, a sua não. Ele diz que não é obrigação dos vereadores lutar pela diminuição dos repasses do duodécimo ou pelo menos devolver parte dos recursos para a prefeitura no final do ano.  “Não devolvemos recursos não”, explica ele. 
“Nossa câmara é pequena, nosso salário é cerca de R$ 5 mil. Se fosse a Câmara de Ipojuca… Não sei nem como é que eles gastam aquele dinheiro”. Indagado se acha injusto que a câmara receba quase metade do que se gasta na saúde, ele responde: “não acho injusto”. (A.M)